domingo, 28 de março de 2010

Be better


Diz que amar é 'querer o melhor para outro'.

Diz que amar é 'gostar do outro como ele é'.

Diz que amar é 'despertar o que o outro tem de melhor'.


E se o melhor para o outro for mudar aquilo que ele é? E querer despertar o melhor nele não é só por si tentar mudá-lo (mesmo que seja só um bocadinho)? E se é suposto gostarmos do outro tal e qual como é, então não devia haver nada para despertar além do que já está bem acordado, rigth?


Mas não é mais que humano desejar que aqueles que estimamos se superem, se reinventem com mais cores e se construam sempre com as melhores pedras. Tal como é apenas humano tornar-mo-nos tão exigentes com o outro que sufocamos as cores que já tem em vez de lhes darmos uma paleta maior.

Nunca é uma luta fácil entre o aceitar o que é e o incentivar a que se melhore, entre o "devias ser amarelo" e o "o teu vermelho pudia ser mais brilhante, não achas?"...

segunda-feira, 22 de março de 2010

quinta-feira, 18 de março de 2010


5ª feira é sinónimo de jantarada cá em casa! Os amigos do meu irmão cá vão poisando 5ª sim 5ª não, e é sempre uma animação! Confesso, adoro isto! Tenho festa à distancia de 2 portas, mas se não estiver praí virada, as mesmas duas portas mantêm-me sozinha. Há diversão e risada para todos os meus intervalos de estudo (sim, eu sou a nerd cá de casa e ele o festarolas! ahah). E ainda me trazem o jantar e lavam a loiça! Como a maioria são rapazes, têm sempre o cuidado de me tratar com muito respeitinho e atenção. Nem imaginam a loucura que é quando coincidem os jantares com as vindas da minha mãe!! ahahha.

Mas bem, hoje é 5ª feira sim e acabou de chegar mais uma leva de malta... Lá vou eu ser uma boa anfitriã.

Vanessa













Adoro o visual desta menina em Gossip Girl. Acho que, de todas, é a que se veste melhor! Gosto muito de alguns modelitos da Blair, sempre com requinte, nem tanto dos da Serena (salvo um ou outro ocasionais), mas a Vanessa é sem duvida a personagem eleita no que toca a visuais!! Há sempre uma mistura de fahion com temas tribais. E tudo fica bem, sejam os vestidos de noite, seja o modelito do dia a dia. Viva a Jessica Szohr em Gossip Girl.

quarta-feira, 17 de março de 2010

Preciso de Verão


Aliança de namoro?!


Que tópico mais patético... Mas a verdade é que ultimamente tem sido tema de conversa com regularidade.

Bem... a minha opinião é bem definida neste assunto, embora ache que no "amor" tudo é pouco definido, e o que dizemos"nunca ei de..." depressa se torna o comum do dia a dia. Mas pra mim, anelito no dedo como sinal de compromisso, só no noivado!! Não consigo encontrar encanto nenhum em proclamar aos sete mares que se ama outra pessoa usando um bocado de metal (na maioria das vezes, bem feinho até) enrolado no dedo. Pior ainda quando a aliança representa quase que um prémio por estarem juntos há 4 meses e 28 dias! Que parolada! Eu que nem sou mal dizente, tento sempre adoptar a posição de "cada qual tem os seus pontos de vista e temos de respeitar", não consigo, não consigo achar tal gesto bonito! Primeiro porque (numa boa parte das vezes) é um acto completamente inconsciente e impensado! E segundo, porque numa outra parte é uma questão de mero exibismo, como que para mostrar a todos que se está numa relação muito madura e séria!

Verdade seja dita, não me incomoda nada ver tanta gente de anelito no dedo, desde que seja para satisfação pessoal. Mas incomoda-me quando oiço as estórias de como "já namoravam há 5 meses e o Pedro, que é o amor da vida, ofereceu-lhe a aliança para toda a gente saber que estavam comprometidos...".

Mas isto sou eu, que não preciso de aneis, pulseiras ou pendentes para afirmar o meu namoro com alguém.
Afinal de contas, digam lá vocês o que acham do anelito de namoro, e qual é o tempo certo para se começar a usar?

segunda-feira, 15 de março de 2010

Ainda bem que há dias assim


...como o de ontem.

O sol, invejoso, fez questão de não nos largar por um minuto. E nós agradecemos em risos bem rasgados.

Descobri que brilhas mais nos dias diferentes, que me enches mais nos relvados do jardim, que tens mais cor quando estás à beira rio. Encontrei mais um nó que não quero desfazer. O nó das ocasiões especiais, que se há de entrelaçar no sabor das coisas pequenas no nosso comum. Ai, surpresas em dias de sol...

Levaste-me ao engano, e enganada me tiveste sorridente todo o tempo. Fizeste-me feliz com as coisas simples, para, quando estava já preenchida, me mostrares que não tem fim o nosso sorriso. Deste-me a mão no jardim, cuidaste de mim com preocupação, deixaste bem claro que aquele era o meu dia! E sendo meu, aproveitei cada bocadinho, devagar...

Quando me pediste que fechasse os olhos, já tudo tinha valido a pena. Mas não foi com menos entusiasmo que entrei pelas portas do ccb, com os olhos enrugados, pronta para ver música e ouvir danças. E vi, vimos, e ouvi, ouvimos, e dançámos!

Estava cansada quando o espectáculo acabou, mas serena. E tu, incontornavel, mantiveste-me no escuro para me voltar a fazer brilhar! Já cúmplices nos segredos, deixámos que as docas nos vissem saborear Itália, na companhia que não podia ser mais certa. Entre histórias e planos se passaram as horas leves da noite, até pesar demais o cansaço. E aí, a melhor surpresa de todas, pude descansar no teu abraço.

quarta-feira, 10 de março de 2010

Ironias da vida


Fez ontem um ano, estava eu a precisar tanto de ouvir "parabéns", de sentir que os meus amigos estavam ali, lembravam-se de mim, não estava sozinha... E foram tão poucas as palavras, os gestos e presenças...

Ontem, que não me era necessária qualquer felicitação, choveram mensagens, telefonemas, gestos inesperados e até surpresas...


Gosto da minha vida assim, irónica. Faz-me sempre pensar. Mostra-me sempre quando estou errada e digo mal dela!


A saudade triste que só desaparece com a calmia das memórias marcou ontem (como há de marcar sempre) o MEU dia. Contudo, ontem foram os sorrisos, e não as lágrimas, que reinaram.

terça-feira, 9 de março de 2010

Cry me a river


É assim tão errado estar triste? É assim tããããão grave querer chorar um pouco?

Quem me conhece sabe que sou uma pessoa alegre por defeito. Riu-me e faço rir sem ter de pensar nisso. Talvez seja essa a razão de tantos "S. tas bem!?!?!? o que é que se passa contigo?!?!" ao sinal de menos agitação e animo diário. E perante tais perguntas (sempre acompanhadas de olhares de horror ou de pena profunda) a resposta TEM sempre de ser "nada, está tudo bem. Estou só cansada do trabalho" ou qualquer outra banalidade parecida. É que seria verdadeiramente escandaloso responder "Nada. Sinto-me um pouquinho triste hoje."

Numa sociedade em que cada vez menos somos autorizados a estar tristes, chorar em público ou demonstrar qualquer evidência de tristeza, quem ousa pronunciar as palavras "hoje estou triste" com a mesma naturalidade de "apetece-me um café" ? Nobody?

I won't!! Com certeza teria logo meia dúzia de santinhas/psicólogos de trazer por casa/expertises da mente humana a dizer-me que estou deprimida. Entenda-se que hoje em dia a palavra depressão serve para qualquer tipo de tristeza que dure mais que 12h, ou que não seja facilmente explicada e resolvida.


Ai ai... uma pessoa já não pode molhar a almofada tranquilamente...


By the way, já passou :)

domingo, 7 de março de 2010

quinta-feira, 4 de março de 2010

Pequenos e atentos


Já contei, aqui, as minhas experiências de transportes com criancinhas mal educadas. Mas como não podia deixar de ser, também as há assertivas e perspicazes.
Nas últimas semanas tenho apanhado, com alguma frequência, conversas interessantes entre crianças de diferentes idades. Hoje por exemplo, vinham duas meninas e um menino com 11/12 anos, a comentar que não achavam nada bem a mãe da "Maria" não ter saído do trabalho para ir à escola ter com a filha que tinha partido qualquer coisa (que não foi referida na conversa). Ora aqui está uma critica tão bem apanhada aos pais ausentes/pais que põem o trabalho em primeiro lugar. Uma outra vez, o tema era a "tia" (namorada do pai) que fazia a cabeça ao pai porque não gostava do amiginho do filho... e diz um dos miúdos (o tal de quem a tia não gostava) "Diz-lhe que ela não tem nada a ver contigo! O teu pai é mesmo otário!" ao que outro (não envolvido na história) respondeu com sensibilidade e prontidão "Ei! Não fales assim. Apesar de tudo é o pai dele e as coisas não são assim tão simples. Não lhe chames otário!"




quarta-feira, 3 de março de 2010


Estava eu na paragem do eléctrico, abrigada da chuva que teimava em não parar de me chatear, quando chega um velhinho todo ele de bom aspecto e cara seca (escapara-se à chuva). Ora, como manda a terceira idade, estar na paragem do eléctrico obriga a sentar o rabiosque. Mas surge a situação inesperada (ou esperada, uma vez que ele estava prevenido) de estar o banco todo molhadinho. E eis que, preparadíssimo para tal eventualidade, o senhor velhinho saca dos guardanapos do bolso e começa a limpar o banco, e limpou, não só um pedaço para se puder sentar, mas tudo quanto conseguiu limpar até já só sobrar papel ensopado. Na monotonia do meu estado de espírito não pude deixar de ver e pensar "oh, que velhinho amoroso, limpou o banco para ele e para quem mais se quiser sentar", e o meu coração aqueceu um bocadinho... Mas só para 5 segundos depois voltar a arrefecer, com o "amoroso do velhote" a mandar o papel mesmo pro meio da estrada, divertidíssimo porque os carros não o estavam a pisar!

terça-feira, 2 de março de 2010