quinta-feira, 10 de junho de 2010

Eu admito...


Tenho um problema. (é este o primeiro passo não é?). Pois sim, eu tenho um problema.
Não resisto a um problema. É esse o meu problema. Confuso? Passo então a explicar. Acho sempre que devo ajudar os outros nos seus problemas, mesmo quando eles não pedem, ou até quando eles não vêm o problema. Não o faço premeditadamente nem com segundas intenções, faço-o porque sinto sempre que posso/sei/consigo ajudar. E a parte mais inocente de mim grita: isso é bom!! Ajudar os outros é bom. Mas a parte mais vivida e racional (que quase não deixa espaço à inocência) sabe que não é assim tão bom, e que por vezes é mesmo errado e só traz problemas. Daí eu ter um problema! Entendem!?
Não pensem que levo isto de ânimo leve. Tal não levo que até já me vou dedicando ao passo dois: arranjar soluções para o nosso problema. Ora bem, há alturas em que tenho de ser capaz de observar e perceber que esta pessoa não quer a minha ajuda, ou que se para ela não é um problema, eu não tenho nada para resolver e etc. Pois bem, segundo passo dado. Nem sempre é a tempo, mas já vou aceitando que por vezes não é aquele o meu lugar, o de ajudar.
Acho que estou no bom caminho, não?

Mesmo assim, enfio o pé na argola e ajudo quem não quer a minha ajuda, e remoo na consciência não ajudar quem eu acho que precisa... Acho que sou incurável! Damned!!

1 comentário:

Raquel disse...

:) Nao és nada. Eu tinha o mesmo problema! Queria ajudar meio mundo. É um facto que já ajudei muita gente, porque muitas vezes me vêm bater à porta, mas nem sempre estao preparadas para receber ajuda. Outras, nem sempre se querem ajudar e acabam por nos empurrar para o fundo com elas.
O segredo é (tal como aprendi á custa de muita queda): dizer à pessoa que estamos lá, mas que tem de ser ela a querer saír do buraco e procurar ajuda; deixar que a pessoa peça ajuda (só nessa altura é que se vai realmente deixar ajudar); não a tratar como se ela fosse uma coitada (as x cometemos esse erro com tanta preocupação), porque dessa forma só conseguimos com ela se sinta mais e mais assim.